{"id":1385,"date":"2014-01-31T12:34:30","date_gmt":"2014-01-31T15:34:30","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategista.net\/?p=1385"},"modified":"2014-02-01T13:29:15","modified_gmt":"2014-02-01T16:29:15","slug":"existe-a-formula-de-sucesso-para-investir-em-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategista.net\/?p=1385","title":{"rendered":"Existe f\u00f3rmula de sucesso para investir em a\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p>Uma das perguntas que mais me fazem nos cursos sobre investimento em a\u00e7\u00f5es que ministro \u00e9 se existe uma \u201cregra de bolo\u201d para se conseguir sucesso. Essa pergunta \u00e9 complexa, pois depende de v\u00e1rios aspectos. Minha experi\u00eancia mostrou que se pode ter sucesso com diferentes t\u00e1ticas. O mais importante \u00e9 conhecer regras b\u00e1sicas para se evitar investimentos arriscados.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Quando surge a pergunta sobre a melhor estrat\u00e9gia de investimento em a\u00e7\u00f5es, gosto de citar um trecho do livro \u201cO Investidor Inteligente\u201d de Benjamin Graham: \u201cA moral da hist\u00f3ria parece ser que qualquer abordagem promissora no mercado acion\u00e1rio pass\u00edvel de ser facilmente descrita e seguida por muitas pessoas \u00e9, em si mesma, simples e f\u00e1cil demais para durar\u201d. E ele termina citando o fil\u00f3sofo Baruch Spinoza: \u201cTodas as coisas excelentes s\u00e3o t\u00e3o dif\u00edceis quanto raras\u201d.<\/p>\n<p>Minha experi\u00eancia profissional me ensinou que n\u00e3o existe uma regra \u00fanica. Al\u00e9m de departamentos de an\u00e1lise em corretoras (o &#8220;sell side&#8221;), trabalhei por nove anos em gestoras (o \u201cbuy side\u201d). As duas casas, nas quais trabalhei, tiveram sucesso adotando estrat\u00e9gias completamente distintas. O Maxima Access, da gestora M\u00e1xima Asset, foi o segundo fundo brasileiro de a\u00e7\u00f5es mais rent\u00e1vel entre 1998 e 2001, segundo a revista Exame. Sua estrat\u00e9gia era alocar cerca de 50% do fundo em empresas que poderiam passar por reestrutura\u00e7\u00f5es. Ao inv\u00e9s de se aplicar nas \u201choldings\u201d da extinta Telebr\u00e1s, investia-se nas operadoras estaduais de telecomunica\u00e7\u00f5es (Telesc de Santa Catarina, Telest do Esp\u00edrito Santo e outras). Na \u00e9poca, existiam mais de 100 empresas do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. A poss\u00edvel consolida\u00e7\u00e3o poderia gerar ganhos \u00e0s a\u00e7\u00f5es das estaduais, pois essas negociavam com grandes descontos para as respectivas \u201choldings\u201d (acredite havia empresas negociando a uma vez FV\/Ebitda). Em 1999, a consolida\u00e7\u00e3o das 16 operadoras da Telemar (atual Oi), bem como a reestrutura\u00e7\u00e3o das nove operadoras da Brasil Telecom\u00a0 em 2001 (tamb\u00e9m incorporada pela Telemar em meados da \u00faltima d\u00e9cada) trouxe excelente rentabilidade ao fundo. Outra f\u00f3rmula de ganho foi apostar em empresas em vias de serem privatizadas como a concession\u00e1ria paulista Comg\u00e1s e a el\u00e9trica baiana Coelba. Em outras palavras, o fundo focava em eventos (reestrutura\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, privatiza\u00e7\u00f5es). A essa estrat\u00e9gia de investimentos d\u00e1-se o nome de \u201cevent driven\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 na BankBoston Asset Management, a atua\u00e7\u00e3o era distinta. Por ser uma gestora de um banco de varejo, os gestores se importavam com o desempenho dos dois principais \u00edndices de mercado: o Ibovespa e o IBrX. Um desempenho pior do que o dos \u00edndices poderia gerar resgates. Assim, as apostas nas a\u00e7\u00f5es eram calibradas tomando-se por refer\u00eancia o peso de cada papel no \u00edndice acion\u00e1rio. Era uma gest\u00e3o mais cautelosa do que a feita na M\u00e1xima, mas, n\u00e3o por isso, menos vitoriosa. O Boston conseguiu ser eleito por tr\u00eas anos seguidos a melhor casa de gest\u00e3o em renda vari\u00e1vel pela Revista Exame (2002\/03\/04).<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas \u201cdicas\u201d dadas por especialistas que n\u00e3o sobrevivem \u00e0 realidade. Por exemplo, montar uma carteira defensiva em \u00e9pocas de crise ou focar apenas em a\u00e7\u00f5es que pagam bons dividendos. Al\u00e9m disso, o investidor deve ter cuidado com opera\u00e7\u00f5es de abertura de capital (IPO, em ingl\u00eas), com as \u201cgrowth stocks\u201d e com as empresas da moda, por exemplo. Esses temas j\u00e1 foram tratados no blog e s\u00e3o refor\u00e7ados em meus cursos e palestras.<\/p>\n<p>Minha experi\u00eancia mostrou que n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica estrat\u00e9gia para atuar na bolsa. T\u00e1ticas completamente distintas podem funcionar. O importante \u00e9 que o investidor conhe\u00e7a seu grau de avers\u00e3o ao risco, o seu horizonte de tempo de investimento e a finalidade da sua aplica\u00e7\u00e3o (lazer, poupan\u00e7a para aposentadoria, compra de im\u00f3vel).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das perguntas que mais me fazem nos cursos sobre investimento em a\u00e7\u00f5es que ministro \u00e9 se existe uma \u201cregra de bolo\u201d para se conseguir sucesso. Essa pergunta \u00e9 complexa, pois depende de v\u00e1rios aspectos. Minha experi\u00eancia mostrou que se pode ter sucesso com diferentes t\u00e1ticas. 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