{"id":1308,"date":"2013-12-05T10:48:10","date_gmt":"2013-12-05T13:48:10","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategista.net\/?p=1308"},"modified":"2013-12-05T12:06:55","modified_gmt":"2013-12-05T15:06:55","slug":"as-tendencias-e-os-modismos-do-investimento-em-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategista.net\/?p=1308","title":{"rendered":"As tend\u00eancias e os modismos do mercado acion\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise fundamentalista possui duas abordagens. Na primeira, chamada de \u201cbottom up\u201d, o investidor analisa o desempenho operacional das companhias, selecionando as a\u00e7\u00f5es que tendem a apresentar melhores perspectivas levando-se em conta os resultados operacionais da empresa vis-\u00e0-vis o pre\u00e7o corrente das a\u00e7\u00f5es. O cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico fica em segundo plano. J\u00e1 na an\u00e1lise \u201ctop down\u201d, privilegiam-se as companhias que mais se beneficiar\u00e3o do contexto macroecon\u00f4mico tra\u00e7ado. Nesse caso, o cen\u00e1rio econ\u00f4mico assume fun\u00e7\u00e3o primordial, ficando a an\u00e1lise das empresas em posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Mas \u00e9 a\u00ed que mora o perigo. Quais foram as modas que fracassaram no passado? Qual a tend\u00eancia atual?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Durante a enxurrada de aberturas de capital (IPO, na sigla em ingl\u00eas) ocorridas entre 2004 e 2007, os bancos de investimento utilizaram principalmente a abordagem \u201ctop down\u201d para vender as a\u00e7\u00f5es das empresas iniciantes. Assim, t\u00f3picos como a baixa penetra\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o ou produto junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, mercados pulverizados, redu\u00e7\u00e3o estrutural dos juros e atividades voltadas ao mercado dom\u00e9stico tiveram forte apelo de venda. Esses temas eram mais importantes do que o desempenho operacional das pr\u00f3prias empresas. \u00c9 o que chamam \u201ctese de investimento\u201d. Mas n\u00e3o compramos setores, mas sim empresas. Quem pode afirmar que mesmo com o cen\u00e1rio favor\u00e1vel, uma determinada empresa obter\u00e1 sucesso? Para isso \u00e9 preciso que a administra\u00e7\u00e3o seja competente para aproveitar os bons ventos. Mas quem pode garantir? O discurso da consolida\u00e7\u00e3o \u00e9 coerente, mas quem diz que as aquisi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o bem sucedidas?<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria alguns temas ganharam import\u00e2ncia desmedida na decis\u00e3o de investimentos.<\/p>\n<p>Nos anos 60, a tend\u00eancia era investir nas \u201cNifty Fifty\u201d, grandes multinacionais que se beneficiariam da globaliza\u00e7\u00e3o da economia. \u00a0Embora algumas continuem poderosas como Coca Cola e Wall Mart, algumas sucumbiram durante o mercado baixista dos anos 70, provando que a escolha correta n\u00e3o era abra\u00e7ar uma determinada tese de investimento, mas sim escolher boas companhias.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 90, a internet era o futuro. Viv\u00edamos o modismo das pontocom. O estouro da bolha da internet mostrou como a abordagem \u201ctop down\u201d pode ser falha.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada passada, investir nos BRICs, acr\u00f4nimo para Brasil, Russia, India e China, tinha forte apelo. Os investidores estrangeiros despejavam seus recursos nesses pa\u00edses baseados mais na tese de investimento do que na an\u00e1lise cuidadosa e profunda das empresas. Comprava-se Brasil e n\u00e3o companhias brasileiras.<\/p>\n<p>E atualmente, qual a grande tese de investimento ap\u00f3s o fracasso parcial dos BRICs? Os investidores t\u00eam privilegiado as a\u00e7\u00f5es de consumo. Veja como exemplo os aportes de Jorge Paulo Lehman, Marcel Teles e Beto Sicupira na Heinz, Burger King e Inbev. Faz sentido? Fica para um pr\u00f3ximo post.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise fundamentalista possui duas abordagens. Na primeira, chamada de \u201cbottom up\u201d, o investidor analisa o desempenho operacional das companhias, selecionando as a\u00e7\u00f5es que tendem a apresentar melhores perspectivas levando-se em conta os resultados operacionais da empresa vis-\u00e0-vis o pre\u00e7o corrente das a\u00e7\u00f5es. 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